sábado, 21 de março de 2009

Papo de boteco: o mal do amor...

Essa é demais!
Aconteceu há pouco tempo, quando um grande amigo nosso (que não vou nomear pra preservar o rapaz... rs), depois de literalmente levar um “pé-na-bunda” da mulher (sabe-se lá o motivo), sentou com a gente pra chorar suas mágoas. Nós, muito solidários, claro, passamos a tarde bebericando e relembrando “causos” engraçados da turma, pra tentar animá-lo.
Lá pelas tantas, percebendo que o chorão já não tinha a mínima condição de lembrar o próprio nome, atingimos o nosso objetivo: fazê-lo esquecer, mesmo que por pouco tempo, a grande e recente decepção amorosa!
Como santo de bêbado é sempre forte, quinze minutos depois desponta no fim da rua a mãe do amigo, pra levar pra casa a carcaça do rapaz.
Tudo bem que beber nesse tanto não é aconselhável, mas como curar o mal do amor???
Com o filho no ombro e já agradecendo o pessoal pelos “cuidados”, virou-se e começou a caminhar, quando, de repente, toca aquela velha e conhecida música de dor-de-cotovelo: “Perguntaram pra mim... se ainda gosto dela...”
Pra quê?!
Foi a facada que faltava no infeliz, que prontamente, e cambaleando, respondeu:
“- E eu gosto, mamãe... e eu gosto!”
“Pára com isso meu filho, tá cheio de mulher nesse mundo... Logo, logo, você encontra outra.”
E ele, irretratável, em prantos:
“-Mas não é dessa, mamãe... não é dessa!”
E nós ouvindo aquilo, só esperando a ressaca dele passar...

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