"Que dia lindo! Será que todos os dias eram assim naquele calçadão? A grande maioria das pessoas está tão ocupada com seus afazeres diários que não se dão conta da beleza do que está à sua volta. Encontramos alegria em pequenos momentos de nossa vida, ao conhecermos lugares, ao conhecermos pessoas; ao perceber que os lugares e as pessoas mudam. Nós mesmos mudamos todos os dias. Se formos senhores de nós mesmos, podemos controlar facilmente essas mudanças, na direção que quisermos...
Lembrou-se de um ensinamento de seu pai, que sempre dizia que a maturidade de uma pessoa não se mede pela quantidade de anos da mesma, mas, sim, pela quantidade de experiências vivida por essa pessoa e o que aprendeu com elas. E quantas experiências temos todos os dias! Cada dia é uma nova experiência. Sobreviver é uma experiência. Amadurecer é uma experiência. Conviver com o próximo é uma experiência mais fascinante e difícil ainda. Todavia, as pessoas se acomodaram, e deram o nome desse aprendizado de ‘cotidiano’, como se tudo fosse normal. Nascemos, crescemos e morremos, somente? A vida não podia ser só isso! Que importância teríamos para o contexto universal se fossemos inertes?! Existimos sem nenhum fundamento e nenhum propósito, por mais insignificante que seja?! Onde estaria o nosso livre-arbítrio?! Não o temos?!
Nossa vida, essa breve e rápida passagem, está em constante evolução, desde que nascemos, quando aprendemos a caminhar, a pronunciar nossas primeiras palavras, organizar nossos pensamentos e dar nome às coisas; depois vem a juventude, quando a nossa mente adquire a capacidade de perceber o certo e o errado, e de formular um conceito pessoal de moral; depois entramos na fase adulta, em que aplicamos e praticamos essa moral, e nos tornamos empíricos; por derradeiro, chegamos à velhice, fase em que nos desgarramos, em regra, dos prazeres materiais, e voltamos nossa atenção ao pouco tempo de vida que ainda temos, à família, aos desejos e prazeres da mente. É inequívoca a evolução do nosso corpo material. Todavia, existem fatos e conceitos que não são explicados nem pela ciência e nem pela experiência. Como explicar o dom de tocar um instrumento musical? Todos o têm? Não. Por mais que se desenvolva a aptidão de tocar esse instrumento, estudando a vida inteira para aperfeiçoar-se, alcançando um razoável grau de habilidade, surge repentinamente um prodígio, que ama seu instrumento e fecha os olhos de prazer quando o toca, e causa desalento àquele estudioso. Outro exemplo é aquele rapaz jovem, filho de pais miseráveis, que esmolam nas ruas para poderem, no mínimo, fazer uma refeição modesta por dia, que, não obstante todos os percalços do caminho, contrariando todas as probabilidades, se destaca em seus estudos e ‘vira doutor’. Teria ele desenvolvido essa aptidão através de seu corpo físico? Ou haveria a possibilidade de ele ter trazido consigo, nessa vida, a experiência de existências anteriores? E os médiuns? E as curas milagrosas, que ‘habilitam’ um ser humano a ser santo, depois de aprovado por um ‘líder’ de uma entidade religiosa, que chancela a sua autoridade? Não há como explicar todos esses fatos apenas com as instruções que adquirimos nas nossas escolas e em nossos lares. Existe algo mais. Júlio acreditava e queria acreditar nisso. Querer é importante para buscar e saber."
Lembrou-se de um ensinamento de seu pai, que sempre dizia que a maturidade de uma pessoa não se mede pela quantidade de anos da mesma, mas, sim, pela quantidade de experiências vivida por essa pessoa e o que aprendeu com elas. E quantas experiências temos todos os dias! Cada dia é uma nova experiência. Sobreviver é uma experiência. Amadurecer é uma experiência. Conviver com o próximo é uma experiência mais fascinante e difícil ainda. Todavia, as pessoas se acomodaram, e deram o nome desse aprendizado de ‘cotidiano’, como se tudo fosse normal. Nascemos, crescemos e morremos, somente? A vida não podia ser só isso! Que importância teríamos para o contexto universal se fossemos inertes?! Existimos sem nenhum fundamento e nenhum propósito, por mais insignificante que seja?! Onde estaria o nosso livre-arbítrio?! Não o temos?!
Nossa vida, essa breve e rápida passagem, está em constante evolução, desde que nascemos, quando aprendemos a caminhar, a pronunciar nossas primeiras palavras, organizar nossos pensamentos e dar nome às coisas; depois vem a juventude, quando a nossa mente adquire a capacidade de perceber o certo e o errado, e de formular um conceito pessoal de moral; depois entramos na fase adulta, em que aplicamos e praticamos essa moral, e nos tornamos empíricos; por derradeiro, chegamos à velhice, fase em que nos desgarramos, em regra, dos prazeres materiais, e voltamos nossa atenção ao pouco tempo de vida que ainda temos, à família, aos desejos e prazeres da mente. É inequívoca a evolução do nosso corpo material. Todavia, existem fatos e conceitos que não são explicados nem pela ciência e nem pela experiência. Como explicar o dom de tocar um instrumento musical? Todos o têm? Não. Por mais que se desenvolva a aptidão de tocar esse instrumento, estudando a vida inteira para aperfeiçoar-se, alcançando um razoável grau de habilidade, surge repentinamente um prodígio, que ama seu instrumento e fecha os olhos de prazer quando o toca, e causa desalento àquele estudioso. Outro exemplo é aquele rapaz jovem, filho de pais miseráveis, que esmolam nas ruas para poderem, no mínimo, fazer uma refeição modesta por dia, que, não obstante todos os percalços do caminho, contrariando todas as probabilidades, se destaca em seus estudos e ‘vira doutor’. Teria ele desenvolvido essa aptidão através de seu corpo físico? Ou haveria a possibilidade de ele ter trazido consigo, nessa vida, a experiência de existências anteriores? E os médiuns? E as curas milagrosas, que ‘habilitam’ um ser humano a ser santo, depois de aprovado por um ‘líder’ de uma entidade religiosa, que chancela a sua autoridade? Não há como explicar todos esses fatos apenas com as instruções que adquirimos nas nossas escolas e em nossos lares. Existe algo mais. Júlio acreditava e queria acreditar nisso. Querer é importante para buscar e saber."
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