quinta-feira, 19 de março de 2009

1001 discos para ouvir antes de morrer

Mesmo não gostando de estatísticas e não acreditando muito em “listas” dos melhores em alguma coisa, como apaixonado por música e leitura que sou, nem pensei ao me deparar com o livro “1001 DISCOS PARA OUVIR ANTES DE MORRER”: comprei na hora!
Tudo bem, vá lá que devido à grande quantidade de artistas e diversidade de estilo, um guia de referência é até bem vindo.
Comecei a lê-lo com calma, pra degustar mesmo. É um livro de 960 páginas, tem na capa o ex-baixista do Sex Pistols, Sid Vicious, imagens e histórias de bastidores e a influência que esses álbuns causaram. Os discos foram escolhidos por 90 “críticos e jornalistas de renome internacional”.
Depois de uma rápida olhada, notei que tem (ainda me acostumo com a reforma ortográfica) os bons e velhos clássicos que estariam na lista até mesmo dos menos sensatos, desde que tivessem dois ouvidos.
Mas, no contexto geral, que decepção!
Bom, pra se saber o porquê das escolhas, temos que saber quem são os escolhedores. Não é assim?
Dos 90 “críticos e “jornalistas”, 90% são americanos e ingleses. Nenhum brasileiro! Não que tivesse necessariamente que ter um brasileiro, mas a escolha não é dos 1001 discos pra se ouvir antes de morrer? Do mundo todo? Não devia ter mais críticos de outros países.
Assim, fica claro no livro a panelinha formada de escolhas. Muita música pop e coisas sem sentido.
O livro peca também por não apreciar muito o jazz e o blues. Mas é carregado de soul, hip hop e afins.
Quem pensa que estou indignado à toa, espere eu acabar esse artigo, que você vai concordar comigo.
Só pra início de conversa, o livro não homenageia uma obra de Chico Buarque. Chucky Berry também está de fora. Nem Ivan Lins, talvez nosso músico mais respeitado lá fora, principalmente nos Estados Unidos, conseguiu a façanha de figurar nessa lista.
Ok, tem quem não goste.
Mas deixar esses três ícones da música mundial de fora e "empurrar goela abaixo" Britney Spears e Justin Timberlake, não é um pouco surreal demais?
Como diriam os bons e velhos Titãs, os críticos aderiram um pouco, talvez pra efeitos comerciais, à filosofia da "melhor banda de todos os tempos da última semana!"
Enfim, como eu disse, é só uma lista compilada por 90 pessoas. O resto tem uma lista própria na sua cabeça. E não tem como agradar a todo mundo, não é?
Mas é um bom guia de referências e curiosidades.
E ficou bem na minha estante.

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